quinta-feira, 29 de julho de 2010

Qual é a tua obra?

As pessoas costumam dizer que antes de morrer é importante plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho.
Estava lendo um livro intitulado Qual é a tua obra de Mário Sérgio Cortella. Segundo o autor, a ideia de trabalho como castigo deve ser substituída pelo conceito de realizar uma obra.
Observo que muitas pessoas não têm prazer em trabalhar.O funcionalismo público leva muito a isso. A ideia de realizar uma obra é bem mais ampla do que trabalho profissional, mas a questão profissional também está incluída.
É legal pensar sobre isso, pois em nossos dias o principal critério para definição profissional é o dinheiro e não a relevância da nossa contribuição para a sociedade ou o conceito de realizar uma obra.
Certa vez, um rapaz me perguntou se eu não desejava ter outra profissão. Não entendi se ele subestimou minha área de conhecimento considerando-a irrelevante ou se ele achou que os rendimentos financeiros não seriam grandes coisas. Outro rapaz certa vez me perguntou se a minha carreira era promissora. Depende do que ele entende como promissor. É ganhar dinheiro? É dar uma contribuição relevante para as pessoas?
Na área de artes e em música, a ideia de realizar uma obra está presente de forma muito clara. A composição, o arranjo, a interpretação trazem muito fortemente a marca de quem o faz.
Eu puxei a discussão aqui para o lado profissional, mas a discussão de qual é a nossa obra se torna bem mais ampla e tem a ver com o sentido que damos à nossa vida, por qual ideal lutamos, que atitudes tomamos. A nossa obra pode ser demonstrar humildade, ser solidário, ser honesto e íntegro enquanto todos querem "dar um jeitinho".