segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Comparações e individualidade




Cada pessoa é de um jeito. Até irmãos gêmeos têm personalidades distintas. Pensando em músicos, cada um toca de uma maneira. Então não é legal ficar comparando as pessoas.
Certa vez uns colegas estavam com esse papo. "Fulano toca melhor que aquele cara. Ichi. . . O Zé é muito pior que o João... Acho que sou melhor que ele". Aí viraram pra mim e perguntaram: " E você?" Aí eu falei: "Não toco melhor nem pior que ninguém. Eu toco como eu toco". Uma colega disse: "que filosófico!!". KKK.
Estava assitindo esses dias ao programa Instrumental Sesc Brasil. Além de uma apresentação ao vivo sempre tem também entrevistas com os músicos. Esse programa era com o grupo Pau Brasil. O baterista Ricardo Mosca que é um rapaz mais novo que os outros componentes disse que na adolescência era fã do Pau Brasil. E então quando ele foi convidado a tocar no grupo ficou muito feliz e ao mesmo tempo pensando em como seria o primeiro ensaio. Ele achou que chegaria lá e os caras o encheriam de partituras e diriam: "Toque assim, toque assado". Mas isso não aconteceu. Ele chegou e os caras o deixaram à vontade pra ele ir tocando. Muito interessante. Os caras não quiseram impor a ele uma maneira de tocar e nem compará-lo a bateristas anteriores. O resultado é a integração de uma musicalidade individual, uma contribuição diferente.